Para Bolsonaro, STF não dá exemplo com suas decisões

Jair Bolsonaro, pré-candidato ao planalto pelo PSL, participou de evento com os presidenciáveis promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (4 de julho) e mandou uma mensagem clara ao povo brasileiro a respeito do que pensa sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Com esse Supremo que está aí, vai ficar ingovernável o país, também. O sinal que dá para a população é: não respeite as leis.”

A frase escapou quando Bolsonaro foi convidado a comentar a decisão do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que na prática suspendeu o processo de desinvestimento da Petrobrás ao suspender o processo de venda de ativos de empresas públicas – com base na Lei de Estatais.

Aceno ao liberalismo na economia

O pré-candidato aproveitou também para falar aos empresários e tranquilizá-los quanto a política econômica em uma eventual vitória nas eleições de outubro. Embora não tenha detalhado o que pretende fazer, afirmou que o seu Ministro da Fazeda será Paulo Guedes e que isso já mostra que o seu governo terá uma orientação pró-mercado.

“Teremos de decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”, destacou.

Alguns militares devem integrar ministérios

Também ficou claro que militares devem integrar alguns ministérios. O presidenciável pelo PSL defendeu a classe, acrescentando que se um militar alcança alto cargo no seu meio é por merecimento e isso deve ser considerado pela população.

“Que o presidente que chegar lá nomeie e escale o seu time”. “Não é general por ser general, é pessoa competente”, acrescentou, ao destacar que general não é “incorruptível”, mas a “pressão é menor”. “Os anteriores colocavam terroristas e corruptos quando chegavam lá”, completou.

Bolsonaro foi o pré-candidato que recebeu o maior número de salva de palmas durante todo o evento.

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