Finalmente um governador será reeleito no Rio Grande do Sul?

É verdade que o estado do Rio Grande do Sul é particularmente diferente dos demais estados brasileiros. Lá há uma ideia de orgulho e preservação das tradições elevadas a um nível sem igual pelo restante do território brasileiro. Um grande exemplo disso são os famosos Centros de Tradições Gaúchas (CTG) espalhados pelo país inteiro, que têm como objetivo levar as práticas gaudérias mesmo àqueles que pela força do destino moram longe da terra amada.

O curioso é que isto também se aplica à política rio-grandense. Desde 1997, após votação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, é possível a um governador disputar a reeleição ao governo do seu estado. Isto, entretanto, anda não aconteceu. Passaram-se vinte e um anos e a cada quatro sempre um novo governador pisou no Palácio Piratini para conduzir as políticas públicas aos gaúchos.

Porém, também é verdade que nas últimas décadas os governos do Rio Grande do Sul têm sofrido com uma grave crise financeira. Uma daquelas que nos faz esquecer que outrora o estado foi considerado modelo para o resto do país. Infelizmente, o Palácio Piratini virou uma fábrica de destruição de reputações. Cada governador que lá entra sai sem chances de ser reeleito.

Nesse ambiente, uma pesquisa eleitoral encomendada pelo jornal Correio do Povo traz um resultado supreendente, mesmo embora ainda não tenhamos entrado de fato no período de campanha. O atual governador, José Ivo Sartori (MDB), que ainda não anunciou oficialmente a pré-candidatura à reeleição, aparece com ótima intenção de votos no primeiro turno. O problema para o governador estaria no segundo turno, quando perde, mesmo que por pouca margem, em todos os cenários em que foi testado.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Methodus entre os dias 19 e 25 de junho e ouviu mais de mil eleitores gaúchos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Confira as intenções de voto para o primeiro turno:

1º Turno – Estimulada

José Ivo Sartori (MDB): 17,5%
Jairo Jorge (PDT): 10%
Miguel Rossetto (PT): 8,1%
Eduardo Leite (PSDB): 8%
Luiz Carlos Heinze (PP): 5,1%
Roberto Robaina (PSOL): 3,7%
Mateus Bandeira (Novo): 2,1%
Abgail Pereira (PC do B): 1,3%

Branco ou nulo: 22,6%
Não sabe: 21,6%

1º Turno – Espontânea

José Ivo Sartori (MDB): 5,2%
Eduardo Leite (PSDB): 1,7%
Jairo Jorge (PDT): 1,2%
Miguel Rossetto (PT): 0,7%
Roberto Robaina (PSOL): 0,5%
Olívio Dutra (PT): 0,3%
Mateus Bandeira (Novo): 0,2%
Luiz Carlos Heinze (PP): 0,1%
Beto Albuquerque (PSB): 0,1%

Branco ou nulo: 14,2%
Não sabe: 75,8%

1º Turno – Rejeição

José Ivo Sartori (MDB): 47,7%
Miguel Rossetto (PT): 24,6%
Abgail Pereira (PC do B): 17,1%
Roberto Robaina (PSOL): 16,6%
Eduardo Leite (PSDB): 16,2%
Jairo Jorge (PDT): 15,9%
Luiz Carlos Heinze (PP): 15,7%
Mateus Bandeira (Novo): 14,3%

Nenhum: 27,2%
Não sabe: 5,2%

Confira as intenções de voto para o segundo turno:

2º Turno – Cenário 1

Jairo Jorge (PDT): 38,1%
José Ivo Sartori (MDB): 26,5%
Branco ou nulo: 23%
Não sabe: 12,4%

2º Turno – Cenário 2

Miguel Rossetto (PT): 33,1%
José Ivo Sartori (MDB): 29,7%
Branco ou nulo: 25%
Não sabe: 12,2%

2º Turno – Cenário 3

Eduardo Leite (PSDB): 32,1%
José Ivo Sartori (MDB): 27,4%
Branco ou nulo: 27,6%
Não sabe: 12,9%

2º Turno – Cenário 4

Luiz Carlos Heinze (PP): 29,2%
José Ivo Sartori (MDB): 27,1%
Branco ou nulo: 29,5%
Não sabe: 14,2%

2º Turno – Cenário 5

Jairo Jorge (PDT): 35,1%
Miguel Rossetto (PT): 20,5%
Branco ou nulo: 26,7%
Não sabe: 17,7%

2º Turno – Cenário 6

Jairo Jorge (PDT): 35,5%
Eduardo Leite (PSDB): 21,4%
Branco ou nulo: 25,8%
Não sabe: 17,3%

2º Turno – Cenário 7

Eduardo Leite (PSDB): 30,3%
Miguel Rossetto (PT): 24,8%
Branco ou nulo: 27%
Não sabe: 17,9%

Talvez nestas eleições que se aproximam, em outubro, a história possa ser diferente.

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