Dilma Roussef lança pré-candidatura ao Senado

Agora é oficial: Dilma Roussef é pré-candidata ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) pelo estado de Minas Gerais. O lançamento da sua pré-candidatura foi realizado na noite desta quinta-feira (28) após reunião com as bancadas estadual e federal do partido, contando também com a presença do atual governador do estado mineiro Fernando Pimentel.

“Eu não vou me furtar a participar de uma luta do ponto de vista eleitoral.”

Dilma Roussef disse que tomou a decisão principalmente após ter analisado a situação política atual, a qual classificou como um período de desmonte de importantes políticas sociais em favor de velhas elites oligárquicas.

“Essas eleições serão muito importantes, pois elas podem interromper um processo de golpe, de deterioração das condições econômicas, políticas, sociais e civilizatórias.”

Na semana que vem, a legenda deve começar a decidir qual será a estratégia de campanha de Dilma, o que provavelmente deve girar em torno de uma forte propaganda em torno do impeachment e da atual crise política vivida pelo atual governo de Michel Temer.

Incerteza quanto à candidatura

Havia muita especulação em torno de quais seriam os próximos passos da ex-presidente. Embora tenha sofrido impeachment em 2016, Dilma Roussef não perdeu os direitos políticos. Na época, Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduzia a sessão histórica no Congresso Nacional, abriu uma exceção e possibilitou separar da votação o impedimento no cargo e a perda dos direitos políticos. Assim, o congresso optou pela saída da presidente, mas votou contra a sua inelegibilidade.

Cogitou-se a candidatura para a Câmara dos Deputados por Minas Gerais, de modo a não criar conflitos com o MDB estadual; também houve durante um momento a desconfiança de que Dilma sobraria e teria que tentar se candidatar por outro estado, talvez pelo Rio Grande do Sul, onde viveu por algum tempo.

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