Papa Francisco compara aborto de fetos deficientes a eugenia nazista

O aborto é um assunto para lá de polêmico que envolve argumentações de diversas perspectivas, entre elas libertárias e conservadoras. Há quem acredite que um bebê enquanto feto faz parte do corpo da mãe e que ela deve ser livre para decidir o que fará com ele; há também aqueles que argumentam que de uma forma ou de outra isto não deixa de ser uma questão moral, visto que no caso de abortar retira-se uma vida ou, no limite, impede-se uma vida que surgiria se seguisse seu curso natural.

Eis então que ontem (16 de junho) papa Francisco se pronunciou sobre o assunto, do Vaticano. Desta vez, ele decidiu falar sobre o ato de abortar um feto que, após exames pré-natais, se tornaria um bebê portador de necessidades especiais. “As crianças devem ser aceitas como elas vêm, como Deus as envia, mesmo se às vezes estejam doentes” Em relação aos exames pré-natais que identificam má-formações: “A primeira proposta, nesse caso, é ‘Devo me livrar disso?’ A matança de crianças; e para ter uma vida moral tranquila, um inocente é eliminado”, disse o pontífice.

Foi em seguida que o papa fez uma comparação um tanto quanto surpreendente: “Eu digo isso com dor. No último século o mundo todo foi escandalisado pelo que os nazistas fizeram para buscar a pureza racial. Hoje, estamos fazendo o mesmo, com luvas brancas.” A eugenia nazista propunha eliminar aqueles considerados mais fracos para “limpar” a cadeira de hereditariedade para as novas gerações.

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