China ameaça anular acordos comerciais se EUA avançarem com tarifas

A China voltou a falar nesta quinta-feira em invalidar qualquer acordo comercial com os Estados Unidos, na véspera de Washington anunciar uma lista de produtos chineses que serão submetidos a taxas alfandegárias.

“Já tornamos claro que caso os EUA avancem com sanções comerciais, incluindo a imposição de tarifas alfandegárias, qualquer dos acordos alcançados entre os dois lados no comércio e economia não entrarão em efeito”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa Geng Shuang.

A Casa Branca anunciou, no mês passado, que iria publicar em 15 de junho uma lista de produtos chineses, que, no ano passado, valeram 50 bilhões de dólares nas exportações chinesas para os EUA, para serem penalizados com um aumento das tarifas alfandegárias, em retaliação contra o que considera o sistemático roubo de propriedade intelectual norte-americana pela China.

A decisão foi anunciada apesar de Pequim concordar em “aumentar significativamente” as suas compras de produtos agrícolas e recursos energéticos norte-americanos e anunciar um corte nos impostos sobre importações de automóveis e outros bens de consumo.

A China ameaçou também anteriormente retaliar com taxas alfandegárias sobre um conjunto de produtos que no ano passado totalizaram 50 bilhões de dólares nas exportações dos EUA para o país.

 

Pelas contas de Washington, no ano passado, a China registou um excedente de 375,2 bilhões de dólares no comércio com os EUA.

O presidente norte-americano, Donald Trump, exige a Pequim uma redução do déficit dos EUA em, “pelo menos”, 200 bilhões de dólares, até 2020, visando cumprir com uma das suas principais promessas eleitorais.

Trump quer ainda tarifas alfandegárias chinesas equivalentes às praticadas pelos EUA e que Pequim ponha fim a subsídios estatais para certos setores industriais estratégicos.

Anúncios